Gestão Empresarial

Você sabe o que é gestão empresarial?
Pesquisamos bastante sobre o assunto e o melhor conceito que encontramos partiu de um artigo publicado na plataforma meusucesso.com em 23/04/2014.

“A gestão empresarial é um conceito que compreende planejamento, organização, recursos humanos, liderança, direção e controle estratégico de um negócio em geral. A construção de um modelo de gestão deve ser constituída a partir dos princípios e das atividades de cada organização e deve conter: formas de planejamento e organização, gestão de pessoas, gestão de processos, tecnologia e insumos; e formas de acompanhamento e controle de resultados.”

No atual contexto de crise econômica o cuidado com a gestão empresarial de uma organização torna-se um fator extremamente relevante para o sucesso de qualquer negócio. Ela busca por meio dos recursos disponíveis, definir e realizar objetivos e metas.

Neste blog iremos dividir com vocês a importância de quatro áreas: finanças, operações, RH e marketing para a construção de uma gestão empresarial bem sólida que seja capaz de superar até os momentos de crise. Além disso, também iremos dividir com vocês alguns estudos de casos e vídeos que mostram como grandes empresas usaram estes conceitos. Espero que vocês gostem!

Autores:
Carla Marguerito Corazza
Diogo Perpetuo Mozer
José Carlos Coquetto
Marina Graci
Renata Portugal Ferreira
Verônica Luiza Ladeira de Souza

Finanças e Operações

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Gestão Financeira

Gestão financeira é um conjunto de ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, a análise e o controle das atividades financeiras da empresa. O objetivo da gestão financeira é melhorar os resultados apresentados pela empresa e aumentar o valor do patrimônio por meio da geração de lucro líquido proveniente das atividades operacionais.

Uma correta administração financeira permite que se visualize a atual situação da empresa. Registros adequados permitem análises e colaboram com o planejamento para otimizar resultados.

http://www.ecrconsultoria.com.br/biblioteca/artigos/gestao-financeira/a-importancia-da-gestao-financeira

Gestão Operacional

A Gestão Operacional deve ser usada como recurso na conquista da vantagem competitiva em momentos de crise.

O estudo sobre a relação entre a utilização de práticas de gestão e o desempenho das empresas tem espaço garantido nas organizações por seu impacto nos resultados das empresas. As práticas operacionais são fatores estratégicos internos que contribuem para o desenvolvimento de competências, que caso sejam de difícil cópia, podem gerar vantagem competitiva para as empresas.

http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/8299/68080200026.pdf

Estudo de Caso – Bombril

Bombril

O post a seguir demonstra uma ação de marketing adotada pela empresa Bombril, que após anos de encolhimento no mercado, aplicou seu capital e hoje vem colhendo os frutos dessa reviravolta.

Contexto

Vindo de vários anos de retração no mercado, perdendo espaço para outras marcas, a empresa decide assumir uma nova postura e iniciar uma revolução interna. Tomada a decisão, a empresa iniciou sua ação com um período intenso de pesquisas, compreendendo o perfil das novas consumidoras da marca, já que tradicionalmente a Bombril sempre manteve uma estreita relação com as mulheres, que são as grandes consumidoras de seus produtos. A conclusão da pesquisa mostrou que o perfil das mulheres do Brasil mudou em relação às antigas ações realizadas, que apresentavam sinais de velhos tempos em que as mulheres se dedicavam apenas a tarefas domésticas. Compreendendo o novo perfil das mulheres brasileiras, que tem hoje uma vida muito mais ativa, a empresa iniciou sua ação.

Principais Ações

Propaganda

A ação Mulheres Evoluídas marca o início da empreitada. Aposentado o antigo e desgastado “Garoto Bombril”, a nova propaganda vinculada em TV mostra mulheres (celebridades) reconhecidamente ativas e que demonstram independência. Esse trabalho demonstra o papel do profissional de propaganda que tenta com esse anuncio se aproximar do perfil de cliente alvo da campanha, utilizando também um slogan sugestivo para essa aproximação: “Os produtos que evoluíram com as mulheres”.

Publicidade

Os trabalhos de publicidade da Bombril mostraram grandes resultados, hoje atuando fortemente nas redes sociais, seu perfil no facebook já conta com quase 800.000 seguidores e sempre tentam estar no dia-a-dia dos consumidores. Uma das ações realizadas tentou se aproximar do publico masculino tentando engajar a imagem de uma mulher já ativa e convidando os homens a ajudá-las. Essa ação desencadeou mais de 28 milhões de comentários nas redes sociais e mais de 400 reclamações no órgão regulador de propaganda de homens que queriam tirar o conteúdo de vinculação. Apesar dessas reclamações infundadas, os profissionais de publicidade aqui obtiveram sucesso, mantendo a marca constantemente comentada em muitos setores da sociedade.

Marketing

Não somente utilizando a publicidade e propaganda para se reinventar, a Bombril através dessa nova estratégia de marketing viu a oportunidade de ampliar seu portfólio de produtos passando em pouco tempo de 250 produtos para 500. Essa expansão de portfólio foi gerada graças às estratégias de marketing, que envolveram muitas outras áreas da empresa, desde engenharia até logística, mobilizando de maneira geral a empresa. Antes dessas ações a empresa se encontrava em dificuldades, com uma dívida de R$ 800 milhões. Nos anos posteriores à implementação, o faturamento anual passou para R$ 1,16 bilhão, demonstrando que a gestão de marketing não só pode superar uma crise, como também tem grande potencial para crescimento.

Redução de Custos

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Fonte: http://www.hmdoctors.com

Como pequenas atitudes podem ter grandes impactos no resultado de pequenos negócios?

O vídeo abaixo apresenta alternativas simples utilizadas por empreendedores para reduzir custos que resultaram em ganhos muito além do financeiro propriamente dito. Os ganhos foram sentidos também na imagem/marca do negócio, que passou a ser visto como mais sustentável.

Estudo de Caso – Pão de Açúcar

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O que podemos aprender com a história de recuperação do Grupo Pão de Açúcar?

A história da crise enfrentada pelo Grupo Pão de Açúcar nos anos 1990 vai nos ajudar a entender a importância das áreas de Finanças e Operações para a recuperação ou fortalecimento do negócio.

Pão de Açúcar que foi o primeiro Hipermercado do Brasil, esqueceu de continuar trabalhando para crescer sustentavelmente. A empresa se transformou em uma gigante que atuava em diversas áreas de negócios diferentes da inicial. Esta diversificação sem controle acabou resultando em uma empresa com estrutura inchada e com processos muito ineficientes.

Com as dificuldades internas, colaboradores desmotivados, instalações descuidadas e distanciamento dos clientes, o Grupo acabou passando uma imagem de supermercado desorganizado, preços altos e mau atendimento.

Para dar início a reestruturação o grupo buscou focar em sua atividade principal, o Varejo de alimentos:

  1. FINANÇAS: Vendeu negócios que não se encaixavam nesta nova diretriz e para captar mais recursos fez a abertura de capital na bolsa de valores, arrecadando recursos suficientes para custear o novo planejamento estratégico do Grupo;
  2. OPERAÇÕES: O enxugamento da estrutura deu liberdade para ampliar o número de itens oferecidos, inovar nos itens e oferecer um ambiente agradável que juntamente com foco na qualidade e rapidez no atendimento foram responsáveis pela fidelização do cliente e ganhos de produtividade. Neste aspecto, ações como fornecimento de mais produtos, criação de marcas próprias, limpeza e reforma das lojas, assim como informatização e modernização foram fundamentais para o alcance dos objetivos.
  3. RH: Mudanças nas lideranças foram necessárias para oxigenar e dar um novo direcionamento estratégico à companhia. E como citado no item anterior, o foco na qualidade e rapidez no atendimento foram responsáveis pela fidelização do cliente e ganhos de produtividade.
  4. MARKETING: Buscou-se dar maior visibilidade às mudanças que estavam ocorrendo na empresa, veiculando campanhas através dos meios de comunicação de massa, ampliando as opções de compra ao cliente e estabelecendo uma imagem de qualidade.

Com as mudanças citadas nos tópicos acima. O Pão de Açúcar melhorou sua imagem perante o mercado, restabeleceu seu foco de negócio, reduziu custos operacionais, incentivou a fidelização do cliente, enfim ressurgiu como uma empresa melhor, mais organizada e competitiva.

https://www.linkedin.com/slink?code=dZm85kh

Recursos Humanos

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Fonte: depositphotos

Diante do contexto de incerteza, crise econômica e politica que estamos vivendo hoje, a área financeira nas empresas tem sido vista como de extrema importância, de forma a garantir a sobrevivência da empresa por meio da redução de custos.  Em cenários críticos como este, grande parte das empresas migra toda sua atenção para retomar seu espaço no mercado e para os públicos externos e acabam se esquecendo de uma peca fundamental: os funcionários. Sendo assim, a equipe de recursos humanos tem papel fundamental neste momento.

A produtividade dos brasileiros passou a ser bastante discutida, pois nunca se produziu tão pouco em um pais com gastos tão elevados. Sendo assim, cabe ao RH atuar como um motivador da equipe a fim de influencia-los a produzir mais e aumentar a lucratividade das empresas. Sendo assim, em momentos críticos é essencial os lideres  se atentarem para a valorização do trabalho de suas equipes, pois é por meio desta que os funcionários irão manter-se motivados e focados em suas entregas para alavancar os resultados da companhia. De acordo com Dan Ariely, em sua palestra no TED “O que nos faz sentir bem em nosso trabalho” a motivação no trabalho não está relacionada ao salário, mas sim o conjunto de: reconhecimento do trabalho, o significado que o trabalho tem e o desafio. Deve-se atentar para o fato que os profissionais precisam estar no local correto, sabendo exatamente quais são suas responsabilidades, estando preparados para assumir novos desafios e motivando-se constantemente.

Em momentos de crise a figura do líder é extremamente importante para equipe. Porém, é justamente nestes momentos que muitos gestores costumam se isolar para encontrar uma solução para determinado problema, deixando seus subordinados sem orientação, desmotivados e inseguros, sem saber qual o rumo a empresa irá seguir. É nestes momentos de crise que o líder precisa demonstrar toda sua capacidade de superar desafios a fim de transmitir confiança para toda a sua equipe. Além disso, é importante ser um bom comunicador e manter a equipe próxima a si a fim de minimizar os impactos negativos que o momento da crise pode causar. A comunicação honesta e a transparência são peças fundamentais para criar elos de tranquilidade e confiança e manter as pessoas focadas em suas entregas.

Para uma boa gestão empresarial, a transparência diante dos colaboradores é um item fundamental. Um funcionário deve ter claro em sua mente quais os objetivos da empresa a curto e longo prazo, qual o papel do setor onde trabalha dentro desse objetivo e, especialmente, qual o papel dele nisso tudo. Caso isso não aconteça, ele não será tão produtivo quanto poderia, ficará perdido, muitas vezes despendendo esforços em tarefas pouco importantes e que agregam pouco na realização da meta estabelecida. Por isso, é papel dos gestores não apenas estabelecer esses objetivos, mas também garantir que a comunicação seja clara e eficaz, por meio de informativos, reuniões e qualquer outro meio que julgue necessário para atingir todos os níveis hierárquicos dentro da organização.

No trecho abaixo, retirado da Revista Melhor (www.revistamelhor.com.br), publicação oficial da Associação Brasileira de Marketing, Jacqueline Sobral comenta um importante efeito colateral do corte de custos por meio de demissões, nem sempre levado em conta pelos gestores:

“Em tempos de incerteza e de previsões negativas sobre a economia, as empresas correm para apertar o botão do “fazer mais por menos”. Em geral, é época de anúncio de demissões e de cortes no orçamento, em especial, da área de recursos humanos. Em muitos casos, diminuir o quadro de funcionários é uma providência necessária em tempos de “vacas magras”. Especialistas alertam, no entanto, que é nessa hora que o RH precisa ainda mais exercer seu papel estratégico e analisar, junto com a alta direção, os prejuízos que podem ser causados com tais medidas a médio e a longo prazos. A interrupção de programas de treinamento, por exemplo, não deve estar nos planos, principalmente se esperam que menos profissionais façam o mesmo trabalho, ou acumulem novas funções. (…) Embora a curto prazo as demissões possam significar um fôlego extra para as empresas, uma estimativa do Hay Group mostra que o custo relacionado à demissão de um empregado gira entre 12 e 18 meses de seu salário, considerando a perda de know-how, a capacidade de multiplicação de conhecimento, a experiência na execução de tarefas e solução de problemas, e, até mesmo, a satisfação dos clientes.”

Em tempos de crise, essa práticas se tornam ainda mais relevantes. É natural que, quando a economia de modo geral ou mesmo o mercado no qual a empresa atua passam por dificuldades, um clima de insegurança, medo e incerteza comece a aparecer entre os colaboradores. Começam a surgir dúvidas com relação ao futuro da companhia, medo de demissões, receio de menores dividendos por parte dos acionistas, etc. E é nesse momento que os gestores e o pessoal de Recursos Humanos devem focar ainda mais na qualidade e intensidade da comunicação, assegurando a participação de todos na realização das metas e a manutenção da tranquilidade no ambiente de trabalho. Os funcionários devem ter claro para eles a situação exata na qual a empresa se encontra, não importando o quão delicada seja a situação. Ainda na questão da comunicação, há um ponto que muitas vezes recebe pouca atenção da empresa: o feedback por parte dos funcionários. Em épocas difíceis, é crucial, além falar com a equipe, também ouví-la. É preciso dar abertura para que eles possam expor suas dúvidas, inquietações com relação ao futuro da empresa para que se possa acabar com possíveis desentendidos. Em certos momentos é interessante também encorajar ao pessoal a propor soluções para os problemas enfrentados, pois pode ser uma fonte de boas ideias e inovações importantes que a companhia necessita.

Esse estreitamento de distâncias entre os níveis da empresa tem outros efeitos muito positivos na superação de crises. Nas dificuldades, é ideal promover práticas que mantenham a união e motivação dos integrantes da companhia. Funcionários desmotivados, ou que trabalham simplesmente motivados pelo dinheiro, podem facilmente abandonar o barco e passar para a concorrência. Deve-se despertar um senso de time em busca do objetivo e mostrar para o pessoal que cada um deles tem sua importância nessa busca. Um funcionário que acredita na causa da empresa em que trabalha, no impacto do seu trabalho e confia em seus companheiros trabalha melhor e mais feliz. Em situações de adversidade, esse tipo de sentimento é um dos únicos fatores capazes de manter o pessoal empenhado e com disposição de permanecer na empresa.

Em época de recessão econômica, o que significa dificuldade para alguns pode ser uma grande oportunidade para outros. Se uma empresa consegue minimizar os efeitos negativos sobre seus negócios e atuar melhor que seus concorrentes, pode aproveitar para captar talentos no mercado e trazê-los para sua companhia, talvez até investindo para isso menos capital do que seria necessário em uma situação de grande crescimento econômico. Havendo recursos disponíveis, o time de Recursos Humanos deve estar atento ao mercado e buscar ativamente profissionais qualificados que tenham interesse em mudar de empresa. É uma chance que não se deve disperdiçar.

Cinco discursos motivadores do TED para profissionais de RH

 

Marketing

marketing  with business graph and chart hand drawing on blackboard
Fonte: http://www.ongsnobrasil.com.br

A área de gestão empresarial pode ser divida em quatro subáreas. Uma dessas subáreas é o marketing, mas, você sabe o que é marketing?

“O Marketing é uma atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para os consumidores, clientes, parceiros e sociedade em geral.” Segundo a definição dada pela American Marketing Association, ou seja, é um conjunto de atividades relacionadas com a troca, principalmente de mercadorias, é uma ação voltada não só a venda de produtos, mas a todo o processo, envolvendo a satisfação do cliente, a relação entre o cliente e o produto, estratégias de venda e logística, dentre outros.

Alguns sites para mais informações:

https://www.napratica.org.br/category/funcao/marketing/

http://marketingdeconteudo.com/o-que-e-marketing/

https://www.ted.com/talks/simon_sinek_how_great_leaders_inspire_action?language=pt-br